segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Moradores de rua de Porto Alegre reciclam seis toneladas de eletroeletrônicos por mês com apoio técnico do EcoProfetas


Há cerca de 90 dias a Cooperativa Socioambiental Paulo Freire está trabalhando com coleta e reciclagem de equipamentos eletroeletrônicos na Casa Brasil, localizada na Avenida Voluntários da Pátria n° 2552, em Porto Alegre. O diferencial da iniciativa, que tem o apoio técnico do Projeto EcoProfetas, patrocinado pela Petrobras, é que seis toneladas de materiais são reciclados mensalmente por pessoas em situação de rua.

As oito pessoas cooperativadas trabalham de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 16h, recebendo doações de resíduos eletroeletrônicos de moradores e de empresas da capital. No local, são encontrados computadores velhos e outros materiais que deixaram de ser utilizados como impressoras, utensílios domésticos, peças e equipamentos de telefonia, de som e de vídeo, entre outros. “Os cooperativados são moradores de albergues de Porto Alegre”, ressalta o educador social do projeto EcoProfetas José Luiz Cardoso.  
Meio Ambiente - “O prédio onde está sendo executado o trabalho social e ambiental é de propriedade da Caixa Econômica Federal, mas está sob a responsabilidade do DMLU”, acrescenta o educador. Neste espaço, os moradores de rua utilizam ferramentas para a separação física das peças e armazenam conforme a classificação do tipo de material. “Plástico, ferro, alumínio, cobre, fios e placas eletrônicas são separadas e comercializadas com indústrias de reciclagem”, enfatiza Cardoso. “Nós entregamos a certificação de que os materiais terão o destino ambientalmente correto”, garante.
Social – Os recursos obtidos com a venda dos materiais para indústrias de reciclagem são revertidos em renda para os cooperativados. “O Projeto EcoProfetas acompanha as negociações e dá o apoio técnico para que a partilha do dinheiro seja feita, de uma forma justa, pela cooperativa. “ O objetivo deste trabalho é gerar trabalho e renda para estas pessoas que vivem com dificuldades e dar um destino correto para os resíduos eletrônicos da nossa cidade”, encerra Cardoso.